Neste livro, o filósofo Homero Santiago captura aspectos essenciais do bolsonarismo. Mostra como ideias e grupos políticos recuperam e reativam a tradição autoritária brasileira cujas referências são o Integralismo, o golpe militar de 1964 e a teologia política.
Em textos e crônicas de nosso passado pandêmico, Homero mostra como forças e instituições democráticas, os movimentos operários e sociais pós-ditadura que se consolidaram na constituição de 1988 e em três décadas de democracia formal, são postas à prova por aquilo que chamamos bolsonarismo.
Em textos de filosofia política, recupera autores clássicos como Maquiavel e Espinosa, e autores tão díspares quanto Marilena Chaui e Golbery do Couto e Silva, nosso general hobbesiano que temia o povo.
Homero Santiago nasceu em São Paulo, graduou-se em filosofia na Universidade de São Paulo, onde atualmente é professor livre-docente de História da Filosofia Moderna. Entre outras coisas, publicou: Espinosa e o cartesianismo (Humanitas, 2004), Amor e desejo (Martins Fontes, 2011), Geometria do instituído, estudo sobre a gramática hebraica espinosana (EdUECE, 2014), Entre servidão e liberdade (Politeia, 2019), O aprendizado das coisas (Ed. 70, 2026).